A organização do Workshop, além da discussão da temática a que se propõe, pretende também que os participantes estrangeiros possam conhecer alguns dos aspectos culturais do nosso país.
Em parte, este objectivo pretende cumprir a vocação transcultural das "Asia-Europe Workshop Series" conforme definido pelo International Institute of Asian Studies (IIAS, Leiden), principal patrocinador do evento através da Asia Europe Foundation e da European Alliance for Asian Studies.
Os participantes do Workshop serão recebidos pelas seguintes entidades:
- Município de Beja (Alentejo)
- Fundação Oriente, no Convento da Arrábida, a sul de Lisboa
- Município de Peniche, uma antiga comunidade piscatória e marítima a norte de Lisboa.
Os critérios assim adoptados para a organização deste Workshop Ásia-Europa incluem um número mínimo de 8 (oito) países membros da A.S.E.M., com um equilíbrio entre comunicantes masculinos e femininos, bem como entre os anos de experiência dos investigadores.
O Inglês será a língua principal utilizada durante o Workshop, com algumas comunicações em Português e Chinês. A presença de um intérprete (Português/Inglês) encontra-se em estudo. Uma comunicação em língua chinesa (Pr Xi Long Fei, Universidade de Wuhan) será traduzida para Inglês por um dos participantes.
As sessões serão abertas ao público (máximo: 60 pessoas) mediante inscrição prévia:
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Sessões
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Datas
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Custo
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Beja e Peniche
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8;9;11 e 12 de Abril
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50 euros/pessoa (4 dias)
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Convento Arrábida
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10 de Abril
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25 euros/pessoa(1 dia)
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BEJA
Beja, uma cidade histórica, numa planície circunscrita por antigas rotas terrestres e fluviais. A cidade fica situada praticamente a meio caminho entre Lisboa e Sevilha, os dois maiores portos históricos do SW peninsular, e entre dois dos seus maiores rios, o Tejo e o Guadalquivir.

Próximo de Beja, o rio Guadiana traça a secular fronteira entre Portugal e Espanha e esconde o antigo porto fluvial de Mértola, bastante activo na antiguidade e durante a Idade Média. Algumas embarcações em madeira podiam ainda ser avistadas em Mértola em meados do séc. XX. (Foto crédito: Reproduzido e adaptado a partir de Leonel Borrela: Mértola I - Pequenas Histórias Diário do Alentejo (Beja), 9 de Junho de 2006.)
ARRÁBIDA
Quarta-feira de tarde, 9 de Abril: partida de Beja para a Arrábida, ao longo da Península de Tróia e atravessando o Sado por barco.
Organização: Câmara Municipal de Beja.

Na montanha e virado para o mar, fundado no séc. XV, o Convento da Arrábida situa-se na vertente sul da cadeia montanhosa da Arrábida. Abrigado entre o arvoredo e mirando o Oceano Atlântico, sobranceiro à foz do Rio Sado, o convento, recentemente restaurado pela Fundação Oriente, recebe eventos culturais e científicos num cenário pacífico e majestoso, próximo da cidade e do porto de Setúbal.
Do ponto de vista histórico e da história da náutica, o rio Sado ficou marcado pela presença dos marinheiros fenícios que subiram o seu curso até Abul e Alcácer do Sal, no início da II Idade do Ferro, trazendo bens e tecnologia do Mediterrâneo para o Atlântico. Algumas das técnicas de construção naval dessa cultura continuam até hoje a ser utilizadas em diversos pontos da Ásia (Kumar, Varadarajan, 2000).
SARILHOS PEQUENOS
Sexta-feira, 11 de Abril:
Visita ao estaleiro tradicional de Sarilhos Pequenos
Estaleiro tradicional de Sarilhos Pequenos:
Latitude: N 38º 40’ 56.80’
Longitude: W 008º 58’ 42.11’
Um dos últimos estaleiros tradicionais que ainda constrói embarcações em madeira.
Visita organizada pelo Eng.º Celso Santos (Rotas do Sal).
PENICHE

Visita a Peniche e ao Porto de Pesca local, onde se conserva um grande fragmento da sobrequilha de uma embarcação espanhola de três mastros do início do séc. XX. Este fragmento demonstra bem uma das muitas soluções estruturais dos antigos construtores navais em busca da rigidez longitudinal.
Foto: Península de Peniche vista a partir de Oeste.
Crédito fotográfico: Câmara Municipal de Peniche.
Carpinteiros navais debitando um grande e massiço tronco em tábuas estreitas.
Foto: Peniche, década de 70.
Crédito Fotográfico: Museu Municipal de Peniche.
Today a national park, Berlenga island lies six miles to the west of Peniche peninsula an is clearly visible from mainland on most days. Protected from the dominant (NW/W) wind, the eastern façade of the island provides a good anchorage routinely used by sailors through the last two millenia.
Foto: Aerial view looking northwards.
Credit: Câmara Municipal de Peniche

LEGENDA:
1) Estaleiro tradicional (barcos de pesca em madeira) (desactivado no início desta década).
2) Estaleiro tradicional (barcos de pesca em madeira) (desactivado na década de 90).
3) Estaleiro actual (embarcações em aço).
4) Museu (Fortaleza do séc. XVII; Prisão política de meados do séc. XX) (lat. 39º 21’ 12,13” N. / 009º 22’ 52.39 W.)
5) Fragmento de grandes dimensões do navio mercante de 3 mastros, Compostellano II, construído em 1918 e naufragado em 1946.
6) Cabo Carvoeiro.